A expectativa em torno dos jogos de ação chineses atingiu novos patamares, principalmente após o notável sucesso de títulos como Black Myth: Wukong e a crescente empolgação com Phantom Blade: Zero. Nesse cenário vibrante, o mais novo lançamento, GeniGods: Nezha, foi recentemente revelado. Criado pela GeniGods Lab, desenvolvedora do sucesso mobile My Hero Academia: The Strongest Hero, este título aspira a oferecer uma experiência semelhante a um “God of War chinês”.Com lançamento previsto para PC e PlayStation 5 entre 2027 e 2028, este RPG de ação hardcore para um jogador busca cativar o público com sua narrativa e mecânicas de jogo únicas.
Neste artigo:
GeniGods: Prévia de Nezha
No coração de GeniGods: Nezha reside um fascinante mito da Gênese, proveniente da tradição chinesa. O protagonista do jogo, Nezha, figura entre as mais renomadas da mitologia chinesa, ao lado de Wukong e Yang Jian. Segundo a história do jogo, Nüwa, a Deusa da Criação, moldou Nezha a partir de barro e água, imbuindo-o com seu coração antes de sua morte.
Os desenvolvedores descrevem Nezha como um “Kratos chinês”, retratando-o como um jovem herói trágico e rebelde cujo destino se desenrola em um mundo violento. A busca de Nezha pela redenção é repleta de desafios; os jogadores navegarão por uma narrativa onde o auto-sacrifício e o renascimento são elementos essenciais, incluindo esfolar dragões e tomar decisões precipitadas contra o destino.
A trama se aprofunda à medida que os jogadores descobrem Pangu, uma figura vital no mito da criação, cuja morte transformou a Terra. A alma inquieta de Pangu anseia pela ressurreição — um evento que colocaria em risco o próprio mundo habitado por Nezha. Os jogadores irão explorar a forma colossal de Pangu, descobrindo ambientes meticulosamente projetados e moldados por diferentes partes de seu ser.
Nezha não viajará sozinho; figuras icônicas como Yi, o arqueiro que extinguiu os sóis, e Yu, o Grande, renomado por controlar inundações, aparecerão ao longo da narrativa. Além disso, a habilidade única de Nezha, fortalecida pela água sagrada concedida por Nüwa, desempenhará um papel crucial na resolução de enigmas e na exploração do ambiente.
Em um gráfico comparativo de jogabilidade, GeniGods: Nezha se assemelha bastante a God of War 3, equilibrando ação frenética com profundidade estratégica. De acordo com a GeniGods Lab, embora prometa um ritmo emocionante, é um pouco mais lento do que títulos como Phantom Blade Zero ou Devil May Cry, da Capcom.
Elementos Essenciais de Combate
A progressão do jogo gira em torno da derrota de chefes poderosos, apoiada em quatro pilares fundamentais:
- Combate Aéreo Inspirado em Jogos de Luta, o combate se desenrola tanto em terra quanto nos céus. Os jogadores podem usar um sistema de combate com postura dupla, onde técnica e estratégia evoluem dinamicamente com base nas reações dos oponentes.
- Forma Relíquia: Nezha pode adquirir relíquias que lhe conferem superpoderes dinâmicos, provenientes de outras figuras lendárias, permitindo estratégias de combate versáteis através de diversas combinações táticas.
- Místicos Fluidos: A essência aquosa de Nüwa permite que Nezha adapte seus ataques invocando o poder da água sagrada, aprimorando suas habilidades com movimentos de combate fluidos e visualmente cativantes que incorporam os princípios do Jeet Kune Do.
- Profundidade narrativa: Os jogadores irão interagir com um mundo repleto de seres míticos, escalando as imensas formas de deuses antigos e confrontando narrativas épicas, como a missão para extinguir os Nove Sóis e evitar uma catástrofe ecológica.
Em GeniGods: Nezha, os jogadores utilizarão artes marciais, espadas e lanças para enfrentar mais de 60 tipos de inimigos. Embora o jogo opte por uma estrutura linear focada em núcleos distintos, sem um mundo aberto, haverá bastante conteúdo secundário para enriquecer a experiência do jogador. Os desenvolvedores estimam que a narrativa principal terá duração de cerca de 24 horas, enquanto uma campanha para quem busca completar tudo pode chegar a 75 horas, oferecendo três finais únicos dependendo das escolhas do jogador.
A criação deste ambicioso jogo envolve o uso da versão mais recente da Unreal Engine (5.7), aprimorando o desempenho e a fidelidade visual. Para ampliar a imersão, a equipe implementou um sofisticado sistema climático e ambientes destrutíveis que refletem o poder de Nezha. A tecnologia Metahuman da Epic está sendo utilizada para animações faciais avançadas, buscando capturar nuances emocionais semelhantes às de The Last of Us Part II. Além disso, o jogo será compatível com recursos gráficos avançados como ray tracing, NVIDIA DLSS e AMD FSR, juntamente com os novos recursos do controle DualSense para jogadores do PlayStation 5.
Entrevista em mesa redonda com desenvolvedores
Yan: Iniciamos este projeto em 2023, investindo quase três anos na criação de nossos motores e ferramentas. O investimento total chega a US$ 20 milhões, provenientes principalmente do nosso estúdio, juntamente com contribuições de um investidor global para promoção.
Alejandro Pascual (3D Juegos): As missões são diretas ou têm objetivos secundários?
Yan: A história principal é linear, semelhante a God of War 3, com foco em batalhas contra chefes e resolução de problemas, progredindo para um “Mundo Central” com missões secundárias ramificadas que rendem relíquias ou superpoderes.
Fran G. Matas (Vandal): Por que esse gênero de RPG de ação está ganhando popularidade na China?
Erdie: Há um aumento no interesse porque as narrativas chinesas oferecem experiências novas. Nossa cultura, rica em 5.000 anos de história e mitologia, contrasta com as histórias familiares do Ocidente e do Japão, proporcionando assim uma abordagem narrativa única. Nosso plano é dedicar uma década à exploração desses contos ancestrais por meio de uma trilogia de jogos “Genot”.
Giovanni Panzano (Everyeye): E quanto à mecânica de progressão?
Yan: Nosso sistema integra Relíquias, Equipamentos e Habilidades. As Habilidades são criadas combinando uma Relíquia e um Superpoder. O mecanismo de aprimoramento utiliza o “Coração da Água” para melhorar os ataques.
Como as escolhas do jogador impactam a jogabilidade?
Erdie: Em um mundo à beira do colapso, os jogadores trilharão três caminhos filosóficos, cada um levando a diferentes poderes e soluções, que lembram a “Tendência das Palavras” de Demon’s Souls.
Alejandro Pascual (3D Juegos): Você já colaborou com outros desenvolvedores chineses em relação à consistência temática?
Yan: Com certeza. Mantemos laços estreitos com a equipe de Phantom Blade Zero e, embora nosso jogo se cruze com a mitologia chinesa, ele se concentra especificamente em contos da criação e no conceito de batalhar contra seres monumentais.
Fran G. Matas (Vandal): Existe algum conteúdo de fim de jogo disponível?
Yan: Com certeza! Após a primeira partida, os jogadores podem escolher caminhos diferentes para explorar outras linhas de pensamento, enriquecendo a experiência com mais itens e poderes únicos.
Giovanni Panzano (Everyeye): Os jogadores podem derrotar os chefes em qualquer ordem?
Cada chefe possui pontos fortes e fracos únicos, permitindo que os jogadores escolham seus confrontos estrategicamente.
E quanto às missões pessoais ou apenas aos desafios contra chefes?
Erdie: Nosso design linear mantém a narrativa como elemento central, mas existem relíquias inspiradas em mitos, ligadas a missões secundárias, que oferecem exploração sem comprometer a história.
Fran G. Matas (Vandal): Como a Sony está facilitando este projeto?
Yan: Após o sucesso do nosso último jogo para dispositivos móveis publicado pela Sony, estabelecemos parcerias que nos ajudam a ter maior visibilidade e a crescer.
Alejandro Pascual (3D Juegos): Estão sendo desenvolvidos diferentes níveis de dificuldade?
Yan: Nosso objetivo é a acessibilidade para todos os jogadores, com um “Modo Moderno” que simplifica combos complexos, além de opções para controles avançados.
Giovanni Panzano (Everyeye): Haverá personalização de personagens?
Erdie: Com certeza! Os jogadores podem escolher entre mais de 20 trajes, alguns inspirados em heróis lendários, permitindo que Nezha assuma novas aparências impressionantes.
Erdie: Utilizamos ferramentas de IA para auxiliar nossos artistas a acelerar a geração de ideias e gerenciar tarefas repetitivas, mas todos os elementos finais são criados manualmente para garantir que a criatividade culmine em uma narrativa autêntica.
Alejandro Pascual (3D Juegos): Haverá um sistema de classificação para combos?
Erdie: Sim, os inimigos reagirão de forma inteligente, e combos de verdade exigem que os jogadores quebrem a “Barra Mágica” do inimigo, abrindo oportunidades para causar dano crítico.
Fran G. Matas (Vandal): Como você garante que os efeitos visuais não prejudiquem a clareza da jogabilidade?
Yan: Priorizamos a clareza, incorporando pistas visuais para informar os jogadores sobre ameaças iminentes sem ofuscar a ação.
Yan: Nosso objetivo é alcançar 60 FPS em ambas as versões, incluindo a versão base do PS5.
Obrigado pelo seu tempo.