Apple, Qualcomm e MediaTek mudam o foco para melhorias arquitetônicas e aumento da memória cache para SoCs de 2 nm, à medida que a litografia avançada perde impacto no consumidor.

A demanda pela tecnologia inovadora de 2 nm da TSMC está em alta, atingindo um impressionante número de tapeouts 1, 5 vezes maior em comparação com seu antecessor, o nó de 3 nm. Grandes empresas do setor de semicondutores, incluindo Apple, Qualcomm e MediaTek, estão disputando o acesso a essa tecnologia de ponta para manter sua vantagem competitiva neste ano. Apesar dessa transição para litografia avançada em produtos como o A20 e A20 Pro, Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro e Dimensity 9600, um relatório recente indica um declínio no interesse do consumidor em relação à redução do nó de processo. Essa tendência está levando os fabricantes de semicondutores fabless a adotarem estratégias que enfatizam melhorias arquitetônicas e cache de memória aprimorado.

Mudança de foco: a complexa realidade por trás da transição para 2nm

A Apple parece ter garantido uma parcela dominante da capacidade inicial de fabricação de 2 nm da TSMC. Em resposta, a Qualcomm e a MediaTek estão se preparando para aproveitar a variante aprimorada de 2 nm, a “N2P”, visando obter vantagem no acesso a remessas de wafers e também alcançar frequências de CPU mais altas. Essa intensa competição entre as três gigantes da tecnologia deve impulsionar o surgimento de opções de silício superiores. No entanto, de acordo com uma reportagem do DigiTimes, o impacto real dessas atualizações tecnológicas nos consumidores comuns parece estar diminuindo, já que elas não são o principal fator que direciona a evolução dos smartphones de próxima geração.

Avaliações recentes das tendências de mercado destacam uma mudança crucial no foco, passando de melhorias no desempenho bruto do chip para refinamentos arquitetônicos e capacidades expandidas de cache de memória. Os fabricantes estão priorizando a melhoria da integração do sistema em projetos de sistema em chip (SoC), sugerindo que as empresas reconhecem isso como uma estratégia vital para alcançar melhorias de desempenho. A Apple foi uma das pioneiras na adoção dessa abordagem; seu A19 Pro apresenta núcleos de eficiência que proporcionam um aumento notável de 29% no desempenho com consumo mínimo de energia.

O Dimensity 9500s da MediaTek serve como outro exemplo importante, com a integração de 19 MB de cache de CPU, projetado para superar o Snapdragon 8 de 5ª geração. Embora os dispositivos topo de linha continuem sendo cruciais para o crescimento da indústria, analistas observam uma mudança nas prioridades dos clientes. Os usuários estão cada vez menos impressionados com melhorias incrementais nas especificações ano após ano. Apesar das empresas apresentarem estatísticas que demonstram ganhos de desempenho de 20 a 30%, os consumidores buscam experiências de usuário mais práticas. Embora os chipsets de 2 nm ofereçam vantagens significativas, existem razões convincentes para os consumidores considerarem a atualização para dispositivos topo de linha, além do número de iterações tecnológicas.

Fonte da notícia: DigiTimes

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