Ação coletiva de £ 656 milhões contra a Steam Operator Valve por comissão “excessiva” de 30% sobre as vendas.

Ação coletiva de £ 656 milhões contra a Steam Operator Valve por comissão “excessiva” de 30% sobre as vendas.

A Valve enfrenta um desafio legal significativo em relação ao seu modelo de receita do Steam.

A Valve Corporation, outrora celebrada por títulos icônicos como Half-Life e Left 4 Dead, viu-se recentemente envolvida em uma grande questão legal que lembra os conflitos jurídicos da Apple com a Epic Games. O Tribunal de Apelações da Concorrência de Londres determinou que a Valve responda a uma substancial ação coletiva de £ 656 milhões. O caso gira em torno da alegação de que a empresa cobra uma taxa “excessiva” de 30% sobre cada transação no Steam.

Contexto do caso

Segundo uma reportagem da GamesIndustry. Biz, o processo foi iniciado por Vicki Shotbolt, CEO da Parent Zone, em 2024. Em suas declarações iniciais, Shotbolt acusou a Valve de “manipular o mercado” e explorar jogadores do Reino Unido, ressaltando sua motivação para “acabar com essa conduta ilegal” e buscar reparação para os consumidores afetados.

Reivindicações e alegações

O processo representa aproximadamente 14 milhões de jogadores do Reino Unido que alegam que a comissão de 30% da Valve é um “preço injusto” repassado aos consumidores. A ação alega ainda que a Valve impõe “cláusulas anti-direcionamento”, que obrigam os usuários a permanecerem dentro do ecossistema Steam para todas as compras, incluindo conteúdo para download (DLC) e complementos.

Ações judiciais anteriores contra a Valve

Se esse cenário lhe parece familiar, provavelmente é devido a acusações semelhantes feitas em 2021 pela Wolfire Studios e pela Dark Catt Studios. Especificamente, a queixa da Wolfire tinha como alvo tanto a Valve quanto a Sony em relação à PlayStation Store. Embora o processo original da Wolfire tenha sido aberto em abril de 2021, ele acabou sendo arquivado, enquanto algumas alegações do processo da Dark Catt permaneceram válidas.

Após a rejeição do processo, a Wolfire reestruturou suas alegações e entrou com uma nova ação judicial contra a Valve. Os paralelos entre os casos levaram à sua consolidação em julho de 2022. Em novembro de 2024, o processo unificado obteve o status de ação coletiva, permitindo que prosseguisse em uma escala mais ampla.

Implicações para a indústria de jogos

Embora processos judiciais como esses possam ser demorados, seu impacto potencial na indústria de jogos é profundo. Uma decisão contra a Valve poderia exigir mudanças significativas na forma como as plataformas digitais operam e potencialmente afetar os modelos de receita em todo o setor. Notavelmente, esse cenário poderia até mesmo obrigar Gabe Newell, cofundador da Valve, a reavaliar seus gastos extravagantes, como o orçamento para seu superiate.

Fiquem atentos às atualizações conforme o caso se desenvolve, pois as ramificações para a Valve e para a comunidade gamer em geral podem ser extensas.

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