Hazelight Studios: pioneiro em jogos cooperativos no sofá
Reconhecida por seus excepcionais jogos cooperativos locais, a Hazelight Studios está estabelecendo novos padrões na indústria de jogos. Seu lançamento mais recente, Split Fiction, ascendeu rapidamente ao posto de um dos jogos de destaque de 2025, conquistando diversas indicações em eventos prestigiosos como The Game Awards, DICE Awards e Golden Joystick Awards.
Reflexões de Josef Fares
Em uma entrevista recente ao The Game Business, o cofundador e diretor Josef Fares compartilhou detalhes sobre os projetos ambiciosos do estúdio e suas aspirações futuras. Expressando uma crença fervorosa nas capacidades da equipe, Fares afirmou com confiança: “Estou extremamente confiante em tudo o que estamos fazendo. Posso afirmar com tranquilidade que nosso próximo jogo será melhor que Split Fiction.”
A cultura por trás do sucesso
A base do sucesso da Hazelight reside na forte cultura estabelecida desde seu primeiro sucesso, Brothers: A Tale of Two Sons. Atualmente, com uma equipe dedicada de 80 profissionais, o compromisso da Hazelight com a coesão da equipe tem sido fundamental em sua jornada criativa, com Fares promovendo uma abordagem diferenciada que enfatiza uma mentalidade de “fazer merda, sem fazer merda”.
Libertando a Criatividade
Fares atribui o dinamismo criativo do estúdio a um método único de fomentar a inovação entre os desenvolvedores: “As pessoas impõem muitas limitações a si mesmas, e isso vem principalmente da própria mente. Quando você para de dar ouvidos a isso, as coisas começam a acontecer.” Ele explica que, ao guiar os membros da equipe para longe do pensamento restritivo, é possível cultivar um ambiente rico em possibilidades ilimitadas, resultando em designs de jogos inovadores.
Triunfos comerciais
O foco estratégico da Hazelight na integridade artística se reflete em suas conquistas comerciais.Split Fiction foi lançado com impressionantes 4 milhões de cópias vendidas, enquanto seu título anterior, It Takes Two, ultrapassou a marca de 20 milhões de cópias vendidas até março de 2025. Esses números foram alcançados não cedendo às tendências da indústria ou incorporando microtransações excessivas, mas priorizando o que é melhor para o jogo.
Fares enfatizou: “Cada decisão, absolutamente todas, tomada pela Hazelight será baseada no que acreditamos ser ótimo para o jogo. Não estamos analisando dados pensando no que vai vender ou não. Se você se apoiar demais na criatividade ou nos negócios, isso será prejudicial para o jogo.”
Navegando o futuro com IA
Ao abordar o tema emergente da Inteligência Artificial em jogos, Fares compartilhou reflexões críticas sobre IA generativa. Ele destacou: “Se [uma ferramenta de IA] for útil para concretizar sua visão, não vejo por que não deveríamos investigá-la. Mas a IA generativa apresenta desafios”.Ele refletiu sobre a evolução das tecnologias de IA, citando Midjourney, e questionou sua eficácia a longo prazo no desenvolvimento de jogos.
“Você pode ter uma IA gerando um conceito de jogo, mas, no fim das contas, quem sabe o que o futuro reserva? Não prevejo que a IA assuma o controle do processo criativo. No final das contas, a visão humana é insubstituível”, concluiu Fares.
A Hazelight Studios continua sendo um farol de criatividade e sucesso no cenário dos jogos, desafiando normas e redefinindo o que significa criar experiências de jogo imersivas.
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