CL, do 2NE1, enfrenta processo por administrar a agência de entretenimento não licenciada ‘Very Cherry’.

CL, do 2NE1, enfrenta processo por administrar a agência de entretenimento não licenciada ‘Very Cherry’.

Processo judicial contra CL, membro da 2NE1, por operar uma agência não registrada.

Em 23 de janeiro de 2026, a Delegacia de Polícia de Yongsan, em Seul, encaminhou CL, integrante do icônico grupo de K-pop 2NE1, ao Ministério Público. A acusação se deve à operação de sua agência de entretenimento, Very Cherry, sem o devido registro por quase cinco anos.

Informações básicas sobre Very Cherry

CL, cujo nome acadêmico é Lee Chae-rin, fundou a Very Cherry em 2020 após o término de seu contrato com a YG Entertainment. Apesar de ser uma artista de sucesso, a agência não conseguiu se registrar como uma empresa de planejamento cultural e artístico, uma exigência legal estabelecida pela Lei de Desenvolvimento da Indústria da Cultura Popular e das Artes da Coreia do Sul.

Detalhes do caso

Relatórios policiais indicam que tanto CL quanto Very Cherry foram encaminhadas ao Ministério Público do Distrito Oeste de Seul, sem serem detidas. Essa ação ocorreu após uma investigação iniciada em setembro de 2025, a partir de uma denúncia sobre a atuação de empresas de entretenimento não registradas no país. Para mais informações, acesse allkpop.

Resposta da Agência e Consequências Legais

Após o início da investigação, a Very Cherry reconheceu publicamente sua falha, afirmando que estava trabalhando diligentemente para corrigir o problema de registro. No entanto, as autoridades prosseguiram com o caso, determinando que a agência vinha operando ilegalmente por cinco anos e sete meses.

De acordo com a Lei de Desenvolvimento da Indústria da Cultura Popular e das Artes, todas as agências de entretenimento na Coreia do Sul devem se registrar no Ministério da Cultura, Esportes e Turismo por meio de seus governos locais. Essa lei, que entrou em vigor integralmente em julho de 2014, visa proteger os direitos dos artistas, promover a transparência do setor e coibir o surgimento de agências não registradas. O descumprimento pode acarretar penalidades severas, incluindo até dois anos de prisão ou multas de até 20 milhões de won (aproximadamente US$ 14.000), conforme destacado pelo jornal Chosun.

Implicações para toda a indústria

CL não é a única figura sob tal escrutínio; o CEO do AA Group, que representa o ator Kang Dong-won, também foi encaminhado à promotoria no mesmo dia por supostas violações semelhantes. Notavelmente, o próprio Kang foi inocentado de qualquer irregularidade, com a polícia concluindo que ele não teve participação direta nas operações da agência.

A questão das agências de entretenimento não registradas ganhou força em setembro de 2025, quando várias celebridades, incluindo figuras conhecidas como Sung Si-kyung, Ok Joo-hyun e Song Ga-in, foram flagradas atuando sem registro por longos períodos, alguns superiores a dez anos.

Resposta do Governo e Perspectivas Futuras

À luz desses desenvolvimentos, o Ministério da Cultura, Esportes e Turismo lançou uma ampla iniciativa de registro, oferecendo orientações até 31 de dezembro de 2025, com o objetivo de incentivar a adesão voluntária entre as agências de entretenimento.

A Associação Coreana de Gestão de Entretenimento defendeu veementemente penalidades rigorosas contra celebridades que violam essa lei, enfatizando que tais infrações prejudicam a ordem da indústria do entretenimento, independentemente dos esforços subsequentes de registro.

Próximos passos no processo legal

Conforme o caso avança, caberá aos promotores decidir se acusações formais serão apresentadas contra CL e quais repercussões legais poderão advir, de acordo com fontes como o mk.

Fonte e imagens

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